segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Novo estudo associa a escolha de cores de Van Gogh a sua saúde mental.

Tradução do texto de Henri Neuendorf, do site Artnet News - 23/2/2016. 


Vincent Van Gogh - 'O Quarto' (1888) - Foto: Wikimedia Commons

Um novo estudo afirma ter encontrado uma correlação entre o escurecimento da paleta de Van Gogh em sua obra e o declínio de sua saúde mental.

O estudo, baseado nas três versões da pintura O Quarto, realizadas por Van Gogh entre 1888 e 1889, foi coordenado pelo Instituto de Arte de Chicago e coincide com uma mostra exibida atualmente no museu, na qual se destacam as três versões do quarto do artista em sua residência em Arles, sul da França.

Um desbotamento dos pigmentos nos últimos 128 anos empalideceu significativamente as pinturas, de forma que elas parecem apresentar cores similares, embora fossem bem distintas umas das outras no momento em que acabaram de ser pintadas.

No decorrer dos anos, reações químicas naturais na pintura e no pigmento alteraram o tom e a luminosidade das obras. "Elas são sensíveis à luz e isso explica por que o desvanecimento ocorre de fora para dentro", explicou ao jornal The Guardian Francesca Casadio, cientista especializada em conservação de arte na Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

Vincent Van Gogh - 'O Quarto' (1889) - Foto: The Art Institute of Chicago

Pesquisadores da AAAS usaram uma técnica conhecida como espectrometria de fluorescência do raio X para mostrar que o artista pintou cada versão progressivamente mais escura que a anterior. Os cientistas sugerem que a mudança deveu-se à gradual deterioração de sua psique.

"À primeira vista, elas parecem iguais", disse Casadio, "Mas quando você vai mais fundo começa a ver que elas mostram muito mais sobre a vida do artista e sua busca por um lar."

Van Gogh finalizou sua primeira versão de O Quarto em 1888, logo após mudar-se para Arles a fim de estabelecer uma comunidade de artistas. Essa pintura caracteriza-se por tons quentes e uma iluminação suave.

Devido a um dano causado por água na primeira tela, o artista recriou a pintura em 1889 e as cores tornam-se marcadamente mais escuras e frias. Essa versão foi criada em um hospício na cidade de Saint-Rémy. A essa altura, a relação de Van Gogh com seu amigo e colaborador de longa data, Paul Gauguin, havia acabado em briga, e o artista cortou uma parte de sua orelha num acesso de loucura.

Vincent Van Gogh - 'O Quarto' (1889) - Foto: Wikimedia Commons

Van Gogh pintou também uma terceira e menor versão de seu quarto como um presente a sua mãe e sua irmã e, conforme o jornal The Huffington Post, menos de um ano depois suicidou-se com um tiro.

Casadio admitiu que a acuidade do estudo possui certas limitações e que as cores reproduzidas pelos cientistas podem não apresentar a aparência real das pinturas no momento em que a tinta ainda estava fresca na tela do artista.

"A menos que se inventasse uma máquina do tempo, elas serão apenas um resultado aproximado." ela concluiu. Contudo, proporcionam um insight fascinante do estado de espírito de um dos pintores mais lendários da história da arte.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Restaurante Paulo das Trutas, em Monte Verde. Frescor e sabor inigualáveis.

Não dá para visitar as montanhas da Mantiqueira sem experimentar um belo filé de truta. Por isso, sempre que vou a uma cidade como Campos do Jordão, Monte Verde ou Gonçalves, faço questão de incluir, em minha rota, pelo menos um almoço ou jantar num restaurante especializado nesse saboroso peixe dos rios de água fria.

No último feriado de Carnaval, a cidade escolhida foi Monte Verde, no sul de Minas Gerais, justamente porque... lá não havia Carnaval! Sim, sempre fujo das multidões e da bagunça e, felizmente, sempre tenho quem fuja comigo! (rs). Ao chegarmos lá no sábado, à hora do almoço, a fome já estava "batendo". Então fomos direto à unidade principal do restaurante Paulo das Trutas (a casa também tem um endereço no Centro do distrito), sobre o qual eu já havia colhido informações anteriormente.

A casa está instalada em um belíssimo cenário natural, ao lado de um riacho e do primeiro e único trutário de Monte Verde.

O cenário é paradisíaco e convidativo! - Foto: Simone Catto

Natureza, simplicidade e sabor: essa fórmula dá certo! - Foto: Simone Catto

Trutário - Foto: Paulo das Trutas

Como o clima estava agradável, ficamos na área externa, bem ao lado do riacho, ouvindo o delicioso barulhinho da água. Abaixo está a vista de nossa mesa. Tudo de bom!

É uma delícia almoçar respirando ar puro e contemplando esse verde! - Foto: Simone Catto

Os esquilos sempre aparecem por lá e eu consegui alimentar um deles na mão, com os amendoins que uma cliente gentil havia deixado na mesa ao lado para darmos aos bichinhos. Primeiro eles olham desconfiados, dão uma cheiradinha, mas logo abocanham o amendoim com casca e tudo e o levam embora para estocar. Dali a pouco eles voltam pedindo mais. Muito fofos!

Flagra do nosso amiguinho guloso - Foto: Simone Catto

A casa também tem mesas num gostoso terraço e um aconchegante salão interno para os dias em que São Pedro não for tão generoso.

O terraço externo também possibilita uma vista privilegiada - Foto: Simone Catto

E se estiver muuuuito frio... aqui ninguém fica desamparado! - Foto: Simone Catto

Pedi um filé de truta com molho de champinhons com alcaparras e manteiga, acompanhado de batatas sautées. Juro que nunca havia comido uma truta tão fresquinha e saborosa! Vê-se logo que o peixe é cultivado localmente, pois o sabor é totalmente diferente daquele das trutas congeladas. Segundo o site da casa, o abate é realizado o mais próximo possível do momento do consumo, a fim de deixar o peixe ainda mais fresco e saudável. Inaugurado em 1990, o restaurante tem mais de 25 anos de experiência no cultivo de trutas, reproduzindo da melhor forma possível o ambiente natural do peixe no trutário. O preço das trutas equivale ao dos bons restaurantes em São Paulo e está na faixa dos cinquenta e poucos reais.

Filé de truta com molho de champinhons com alcaparras e manteiga, acompanhado de batatas sautées... nham!!! 
De comer de joelhos!!! (R$ 56) - Foto: Simone Catto

E para acompanhar essa iguaria... uma deliciosa caipirinha com cachaça da casa, que combina maravilhosamente com o espírito do lugar e o cenário mineiro. Como sempre, pedi para não carregarem na cachaça, e a caipirinha chegou no ponto certo!

Schlep... - Foto: Simone Catto

E já que falamos da caipirinha, o local tem um alambique próprio onde são produzidas e comercializadas saborosas cachaças artesanais. Degustei a de banana, um hit da região, e achei muito boa.

O alambique produz deliciosas cachaças que podemos experimentar - Foto: Simone Catto

Se você visitar Monte Verde, escolha um dia de sol e não deixe de almoçar no PAULO DAS TRUTAS! A unidade 1 fica na Rua da Floresta, 810, saindo um pouco fora do Centro. Tel.: (35) 3438-1214 - www.paulodastrutasmonteverde.com.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pousada Glen da Rocha. Aconchego e calor humano em Monte Verde.

Quando fui convidada a viajar para o distrito turístico de Monte Verde (MG) nesse Carnaval, a primeira coisa que pensei é que o preço da hospedagem teria um valor bem superior por se tratar de um feriado. Normalmente, é isso o que acontece com a esmagadora maioria dos hotéis e pousadas nos períodos de alta temporada e feriados. No entanto, fiquei agradavelmente surpresa ao descobrir como o custo do pacote na pousada reservada, a Glen da Rocha, estava acessível. E os sinais positivos não paravam por aí. Ao buscar mais informações em sites turísticos na Internet, como o booking.com, vi vários comentários de turistas relatando a simpatia e hospitalidade dos anfitriões, Lúcia e Dave. E ainda: a pousada tinha um aspecto extremamente agradável e acolhedor.

E lá fomos nós. Embora esteja próxima do centro de Monte Verde, a pousada Glen da Rocha está numa rua de terra sem saída com acesso pela Av. da Mantiqueira e, como não há sinalização, é fácil a gente se perder. Encontramos o caminho após telefonar para Lúcia.

Foto: Simone Catto
Ao chegarmos, recebemos calorosa recepção de George, o cãozinho do casal. Pela festa que ele fez, devo dizer que cumpre muito bem seu papel de relações públicas! (rs) Em seguida, avistamos Dave, o inglês sorridente que toca a pousada ao lado de Lúcia e, na sequência, conhecemos a própria Lúcia, uma morena muito elegante e gentil que deixa os hóspedes à vontade e os trata como se fossem amigos de longa data.


A casa é uma delícia e está localizada num terreno bem arborizado - Foto: Simone Catto

Até capela tem por lá! - Foto: Simone Catto

Dave, Lúcia e o cãozinho George fazem a alegria dos hóspedes.
Foto: Simone Catto

A pousada ocupa um grande terreno com uma vegetação exuberante, onde não faltam as belas e onipresentes araucárias da Mantiqueira. 

Logo ao entrar na pousada, deparamos com esta vista e uma linda araucária - Foto: Simone Catto

E lá de cima do telhado, a bruxinha é uma guardiã
supereficiente! - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Até pequenos esquilos aparecem por ali para comer os amendoins que os anfitriões e os hóspedes deixam na graciosa casinha construída para eles e os pássaros da região.

Os esquilos e os pássaros ocupam a suíte presidencial! - Foto: Simone Catto

Com dez suítes, a pousada foi decorada com extremo bom gosto por Lúcia, que não descuidou de nenhum cantinho e nenhum detalhe para deixar o lugar acolhedor.

A sala onde tomávamos café da manhã e batíamos papos com Lúcia, Dave e os outros hóspedes - Foto: Simone Catto

O bom gosto de Lúcia está em cada detalhe - Foto: Simone Catto

O ambiente da TV - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Dave quase não fala português, o que nos deu uma ótima oportunidade para praticarmos nosso inglês. Mas em compensação, faz um café delicioso – até brinquei com ele, dizendo que seu café não tinha nada de inglês, já que em seu país a bebida é bem fraca para o padrão brasileiro (rs). E por falar nisso, o café da manhã é servido na mesa de jantar da sala, o que permite uma integração com os outros hóspedes, em sua maioria casais. Felizmente, todas as pessoas que encontramos por lá, sem exceção, eram educadas e cultas, o que rendeu conversas extremamente agradáveis. Muitos dos itens do abundante e delicioso café da manhã são preparados pela própria Lúcia. Além dos famosos queijos de Minas, não faltaram frutas, pães caseiros, suco, leite, cereais, o café quentinho do Dave, pão de queijo, biscoitos, mel, geleias, manteiga, Nutella e bolos caseiros de dar água na boca. Aliás, o pão de ricota com uvas passas estava simplesmente dos deuses... nham!! E caso alguém desejasse, Lúcia prontamente preparava ovos mexidos e saborosas vitaminas de frutas. Dava gosto tomar aquele café trocando ideias com gente tão simpática!

O bufê de café da manhã com um selfie involuntário refletido no espelho (rs) - Foto: Simone Catto

Repare na charmosa estante de canto e na bela louça - Foto: Simone Catto

O terraço externo, ao lado da sala, também é um convite para altos papos, além de ser um cantinho perfeito para leitura. Às vezes alguns hóspedes tomavam seu café da manhã por ali  mesmo. À noite, Dave acendia o fogo no centro da mesa do terraço e ninguém sentia que a temperatura havia caído para 16ºC. Nem era tão frio assim, mas, se lembrarmos que durante o dia a temperatura alcançava fácil os 30ºC, a diferença era brutal!

Esse terraço é uma delícia! - Foto: Simone Catto

A pousada também tem uma bela piscina ao lado de um galpão com sinuca, pebolim e churrasqueira. Lúcia nos confidenciou que Dave adora preparar um churrasco para os hóspedes. E à noite, não raro, somos convidados a petiscar ou tomar um vinho com o casal. Realmente nos sentimos como se estivéssemos em casa de amigos!

Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

As suítes da pousada estão distribuídas por toda a construção e a maioria dos quartos têm lareira e cama de casal. A suíte onde ficamos não tinha TV, mas a grande TV da sala está à disposição para quem quiser assistir a um filme ou show da vasta coleção de DVDs que Lúcia mantém em uma grande estante. Sugerimos ao casal instalar TVs – nem que fossem pequenas – e spots para leitura em todas as suítes, para que todos os hóspedes se sintam igualmente confortáveis. A pousada ainda é nova e, aos poucos, Lúcia e Dave estão fazendo os ajustes necessários.

A suíte onde fiquei - Foto: Divulgação / Pousada Glen da Rocha

Em tempo: se você ficou curioso(a) sobre o nome da pousada, a palavra "glen", em inglês, significa "vale estreito e profundo entre as montanhas". E "Rocha" está ligado a um nome de família.

Portanto, se você for a Monte Verde e quiser vivenciar uma experiência diferente e gratificante, super recomendo a POUSADA GLEN DA ROCHA! Poucas vezes, em minha vida, encontrei anfitriões tão gentis e prestativos. Sem falar, é claro, das instalações aconchegantes daquela linda casa e do saborosíssimo café da manhã mineiro.

Anote: a POUSADA GLEN DA ROCHA fica na Rua Patula, 42 (acesso pela Av. da Mantiqueira - rua do Bradesco) – Monte Verde - MG. Tel.: (35) 3438-2163 / WhatsApp: (18) 99723-6030. E-mail: glendarocha@gmail.com

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Pedra Redonda, em Monte Verde. Dois mil metros de deslumbramento.

Para mim, Carnaval é ótimo para... fugir para qualquer lugar onde não haja Carnaval! É isso mesmo. Confesso que nunca fui chegada a essa festa tão aguardada por boa parte dos brasileiros, e os feriados de Carnaval significam uma oportunidade para eu dar uma escapada para outros lugares – seja para o meio da natureza ou até para outro país. Este ano, recebi um convite para viajar a Monte Verde, no sul de Minas Gerais, o que me deixou bem feliz. Fazia tempo que eu não visitava esse lugarejo situado no município de Camanducaia e não via a hora de fazer umas trilhas por lá.

Já publiquei um post sobre o trekking ao Platô e à pedra do Chapéu do Bispo e, desta vez, vou falar um pouco sobre a trilha da Pedra Redonda. A exemplo das anteriores, essa trilha também sai do final da Avenida das Montanhas e fica a uns 4 km do centro da vila. A gente estaciona o carro na base e sai andando. Com 1.990 metros de altitude, a trilha da Pedra Redonda é também a mais frequentada por apresentar um grau de dificuldade menor - ela não é tão íngreme quanto a do Chapéu do Bispo. Mas assim como a outra, pode ser percorrida em cerca de 40 ou 45 minutos. Vamos à Pedra Redonda, então?

A partir dali, também dá para chegar à Pedra Partida, uma trilha mais longa, com uma hora e meia só de ida.
Foto: Simone Catto

Na foto abaixo dá para ver a pedra - e a aventura - que nos aguardava.

Pedra Redonda - Foto: Simone Catto

A maior parte da caminhada é mais ou menos como o trecho abaixo, ou seja, não é íngreme mesmo. Além disso, a mata não é tão fechada assim.

Foto: Simone Catto

Quanto mais nós subíamos, mais linda a paisagem ia ficando...

Foto: Simone Catto

Em determinado ponto, topamos com um mirante e essa vista literalmente "embasbacante". Felizmente, nesse dia São Pedro estava de bom humor, pois o céu estava superazul!

Vista do mirante - Foto: Simone Catto

E chegando lá em cima, na Pedra Redonda... mais UAU!!!!

Foto: Simone Catto

Momento contemplação... "Quem sou eu?"... "Para onde vou?"... "O que estou fazendo no universo?"... "Olha, aquela nuvem tem forma de mamadeira..."

Mundo, vasto mundo...

A Pedra Redonda forma um complexo com outras pedras menores e é uma delícia caminhar por elas. Detalhe: da pedra abaixo dava para avistar o pessoal da trilha do Platô, que estava em outra pedra bem em frente. 

Foto: Simone Catto

"O céu tá ali pertim, sô!" - Foto: Simone Catto

Momento meditação... "Ownnnnnnnnnnnnnnnnnnn..."

Muita paz...

Brincadeiras à parte, o fato é que nesse momento meditei de verdade e agradeci profundamente pelo privilégio de apreciar a natureza e desfrutar uma vista como essa. E o melhor é que essas coisas estão ao alcance de todos nós. As trilhas são de graça, não custam nada, mas... proporcionam momentos de valor incalculável!!! 

Você pretende ir a Monte Verde? Então não deixe de fazer a trilha da Pedra Redonda!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Trilhas de Monte Verde: a beleza da natureza pertinho do céu.

Se existe algo que faz com que eu me sinta viva de verdade é um trekking numa bela montanha. A gente sobe, sobe, sobe e, quando se dá conta... está perto do céu, em todos os sentidos! É tanta beleza, mas tanta beleza, que a gente fica em êxtase ao contemplar lá de cima esse mundão de Deus. Pelo menos comigo é assim. E foi assim também no Carnaval, quando, mais uma vez, fugi da muvuca como o capeta foge da cruz. Só que, ao contrário do "coisa ruim", fugi direto para o paraíso - ou pelo menos um deles, já que meu mundo tem muitos. E fui parar em Monte Verde, no sul de Minas Gerais, onde minha querida Mantiqueira sempre me acolhe de braços abertos. Fazia tempo que eu não aparecia por lá. E quando o convite surgiu, não deu para recusar.

Aos poucos vou contando sobre essa breve – porém intensa e deliciosa – experiência aqui no blog. E começo falando do esporte que citei lá no início do texto, o trekking nas montanhas que exerce um apelo irresistível sobre mim e tanta gente. Desta vez, deu tempo de fazer dois. Em um deles subi até o Platô, que também tem um atalho para a pedra do Chapéu do Bispo. Em outro fiz a trilha até a Pedra Redonda que, embora seja considerada de média dificuldade, é bem menos íngreme e mais fácil que a anterior. O início de ambas fica a uns 4 km do Centro da cidade, no fim da Avenida das Montanhas, que sai da avenida principal, a Av. Monte Verde. Em cada trilha, leva-se cerca de quarenta e cinco minutos para subir.

Vamos começar nossa caminhada pelo Platô e o Chapéu do Bispo, que tem 2030 metros de altitude.

Foto: Simone Catto

Em alguns momentos a trilha é mesmo íngreme e, como havia chovido muito na noite anterior, estava bem escorregadia em alguns trechos. Um bom preparo físico e tênis antiderrapantes são fundamentais para encarar essa aventura!

Foto: Simone Catto

Em determinado ponto, durante nossa subida, havia um "miniplatô" onde já dava para vislumbrar um pouco da vista que nos aguardava.

Foto: Simone Catto

Lá embaixo, estava o centrinho de Monte Verde.

Foto: Simone Catto

E finalmente chegamos ao Platô! Como havia muitas nuvens, somente um ângulo da paisagem estava visível lá de cima. Mesmo assim, a vista é tudo de bom!

Aos poucos as nuvens estavam encobrindo tudo... - Foto: Simone Catto

Depois do esforço, ficamos alguns minutos lá no topo só contemplando o visual e sentindo a brisa fresca no rosto. Um sol de 30 graus incidia sobre nós, mas, por causa do vento, nem deu para sentir. Resultado: braços e ombros vermelhos no dia seguinte! (rs). Haja protetor solar.

Não dá vontade de sair dali!

Lá de cima mesmo sai a trilha que leva ao Chapéu do Bispo que, na realidade, é uma grande rocha cercada de outras rochas de diversos tamanhos. 

O Chapéu do Bispo não proporciona vista, mas vale a pena a caminhada - Foto: Simone Catto

Para descer, todo santo ajuda! Mas a gente também se ajudou fazendo um "pit stop" no Café Platô, no sopé da montanha, para tomar uma água e um café.

O Café Platô está num cenário extremamente agradável - Foto: Simone Catto

E no café somos recepcionados por essa elegante "hostess" guardiã de uma fonte.

Foto: Simone Catto

Ao sentarmos à mesa, o número da sorte nos avisou que o restante de nossa viagem seria ótimo. E assim foi feito!

Foto: Simone Catto

Se você for a Monte Verde e gostar de trekking, não deixe de incluir essa trilha em sua programação.

Veja também o post sobre a trilha da Pedra Redonda!