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sábado, 12 de março de 2016

Trilha do Pinheiro Velho, em Monte Verde: deliciosa e acessível a todos.

Uma das coisas mais deliciosas que existem, pelo menos para mim, é fazer uma trilha em meio a uma bela paisagem. Felizmente, nosso país (ainda!) conta com um quinhão de natureza para a gente aproveitar. Pelo menos isso não tiraram totalmente de nós!

No mês passado postei aqui matérias sobre as trilhas que fiz em duas montanhas de Monte Verde (sul de Minas Gerais) durante o Carnaval: Chapéu do Bispo e Pedra Redonda.

Agora vou falar sobre uma trilha bem mais "facinha": a trilha do Pinheiro Velho que, ao contrário das anteriores, não fica numa montanha, mas sai da avenida principal - a Av. Monte Verde - até o aeroporto da cidade. Porém, o que as placas chamam de "aeroporto" consiste, na realidade, de uma pequena pista de pouso e um hangar. Ele é tão simples e rudimentar que mais parece uma daquelas pistas de pouso de tráfico de drogas que a gente vê nos noticiários (rs). Mesmo assim, uma placa ostenta orgulhosamente o aviso de que aquele é o mais alto "aeroporto" do Brasil, com 1.650 metros de altitude. Veja abaixo.

Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Agora veja a pista de pouso...

Foto: Simone Catto

Leva-se cerca de uma hora, entre ida e volta, para percorrer a trilha do Pinheiro Velho, que atravessa uma deliciosa vegetação nativa repleta de araucárias e árvores centenárias.

Foto: Simone Catto

Na trilha não há mata fechada e o caminho é bem demarcado, o que facilita a caminhada, mas, como havia chovido na noite anterior, foi preciso tomar cuidado para não escorregar. Pontes, passarelas, degraus e corrimões tornam o passeio ideal mesmo para quem não está habituado a fazer trilhas ou trekking. Parte dela acompanha a margem do Córrego do Cadete.

Foto: Simone Catto

Todo o percurso é muito bem sinalizado com placas que indicam as distâncias das principais atrações e saídas.

Foto: Simone Catto

A trilha tem esse nome porque, segundo os habitantes locais, é nela que está o pinheiro mais velho de Monte Verde, com mais de 500 anos de idade. Lenda ou não, fato é que esse pinheiro é uma bela árvore e se destaca por ser bem maior que as demais, possuindo 1,64 metros de diâmetro.

O "pinheiro velho" que dá nome à trilha: sendo ou não o mais velho de Monte Verde, é uma maravilha da natureza!
Foto: Simone Catto

O curioso é que, ao passar pela árvore, eu ainda não sabia que se tratava do referido pinheiro e, como a achei bonita, corri para abraçá-la (rs). Pode parecer coisa de maluco, mas tenho esse hábito sempre que vou para o campo ou faço uma trilha: como um ritual, escolho uma árvore para abraçar e me nutrir da energia vital da natureza. Juro que funciona!

Não resisti: corri para abraçar a árvore! (rs)

Andando mais um pouco, numa clareira, topamos com uma singela e graciosa fonte de água potável, meio escondidinha. Nos dias quentes, vem bem a calhar!

A pequenina fonte de água potável - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

E ao final, belas paisagens com araucárias nos esperavam, incluindo uma vista das casas da região.

Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Se você for a Monte Verde, inclua essa trilha em seu passeio, mesmo que não esteja habituado(a) a grandes caminhadas. É tão fácil, e a paisagem tão bonita, que vale super a pena. Você pode partir da rua principal ou então da Avenida do Aeroporto. Fica a dica!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Fondues, vinhos e sopas aquecem as noites de Monte Verde.

No post anterior, dei dicas de onde encontrar deliciosos pratos rápidos e petiscos no distrito de Monte Verde, sul de Minas Gerais. Já contei, também, onde você pode almoçar a melhor truta da região enquanto aprecia uma linda paisagem.  

Só que, além das trutas, não há como ir a Monte Verde e não saborear também uma fondue, prato tradicional entre os imigrantes europeus que fundaram o lugar e que atualmente faz a delícia dos turistas que visitam a cidade. Estive lá fugindo do último Carnaval e, mesmo no verão, a temperatura caiu bem à noite, chegando a 16ºC. Assim, o clima estava ideal para compartilhar uma fondue no jantar. O escolhido foi o restaurante Mont Vert, autodenominado "A Casa do Fondue" (sic). Inaugurado em 1997, ele é todo em madeira ao estilo europeu, e a iluminação à luz de velas deixa o ambiente ainda mais aconchegante. Quando lá estive, um som suave de saxofone ao vivo complementou a atmosfera romântica do lugar, tornando a noite muito agradável. Não tirei fotos porque ficaria deselegante no momento e na ocasião, mas peguei algumas imagens na Internet.

Foto: Divulgação

O salão inferior - Foto: Restaurante Mont Vert

O salão superior: foi aqui que ficamos! - Foto: Tripadvisor

Na hora de fazer o pedido, optamos pela fondue de queijo, que leva três tipos de queijo e vem com cubos de pão italiano, batata dorée, legumes e uma novidade deliciosa: cubos de goiabada cascão! Esses cubinhos doces, mergulhados no queijo derretido, ficam um escândalo de bons, provando que um casamento suíço-brasileiro pode, sim, dar super certo! Amei.

A Fondue de queijo com batatas dorées, legumes e cubinhos de goiabada cascão: tudo de bom! - Foto: Tripadvisor

E para acompanhar essa maravilha, não poderia faltar um bom vinho. O sommelier nos sugeriu o Baladero Malbec, confidenciando que esse vinho argentino havia ficado em terceiro lugar em uma classificação dos melhores malbecs. Sugestão acatada, realmente achei-o muito bom. O vinho tem um aroma acentuado de frutas vermelhas, lembrando cerejas e ameixa, e pareceu bem equilibrado no álcool e no tanino. O final é longo, deixando uma agradável sensação adocicada no paladar. Eis um vinho que vou procurar aqui em São Paulo para comprar!

Em outra noite na qual o friozinho insistia em marcar presença, quisemos comer algo mais leve. E lá fomos nós para o restaurante Só Sopas, uma casa ainda mais antiga que a anterior, fundada no final de 1994. O sucesso do lugar se explica por uma fórmula simples que une comida honesta a preços baixos: por um valor fixo, o cliente pode escolher entre treze sabores de sopas, incluindo a tradicional canja, cebola, mandioquinha, caldo verde e por aí vai. Podemos pedir a porção inteira ou então uma cumbuca menor, com preço ligeiramente inferior. As sopas são produzidas de forma artesanal, no mesmo dia, e sempre chegam à mesa acompanhadas de dois patês, torradas e uma taça de vinho seco ou suave que pode ser trocada por um refrigerante ou água. Pedi uma sopa de lentilha que estava muito boa e uma taça de tinto seco. A qualidade do vinho está longe de ser top, mas deu para esquentar naquela noite. Ao final, a refeição saiu por módicos R$ 30,00, com taxa de serviço e tudo. Valeu a pena!

Foto: Tripadvisor

O salão interno do restaurante Só Sopas: pequenino, simples e honesto - Foto: Tripadvisor

A sopa é servida com dois patês, torradas e uma taça de vinho - Foto: Tripadvisor

Agora vamos aos endereços e... bom apetite!

RESTAURANTE MONT VERT - CASA DO FONDUE: Rua Rolinha, 71 – Centro – Monte Verde – MG. Tel.: (35) 3438-2083 – www.casadofondue.com.br.

RESTAURANTE SÓ SOPAS: Av. Monte Verde S/N (entrada da cidade) – Monte Verde – MG – www.sosopas.com.br.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Diversidade e sabor no centrinho de Monte Verde.

No mês passado postei, aqui no blog, algumas matérias com informações e fotos de trilhas e do delicioso restaurante Paulo das Trutas, que fica um pouco fora do centro do bucólico distrito de Monte Verde, no sul de Minas Gerais.

Agora é a vez de mostrar algumas atrações que ficam na via principal do lugarejo, que não poderia ter outro nome, senão... Avenida Monte Verde! (rs). Essa avenida cruza o distrito de cima a baixo e, tanto nela quanto no entorno, estão vários restaurantes, bares com mesas ao ar livre, lojas de modas e de artesanato e empórios cheios de delícias mineiras.

A turística Av. Monte Verde, principal do lugar - Foto: Simone Catto

Localizada a 170 km de São Paulo, Monte Verde está na Serra da Mantiqueira, em altitudes que variam de 1.500 a 1.600 metros. O nome do distrito é a tradução do sobrenome de Ernesto e Verner Grinberg, pai e filho que vieram da Letônia na década de 40 e se instalaram no local, sendo seguidos por outros europeus, como alemães, austríacos e húngaros. Não é à toa que esses imigrantes tenham se adaptado tão bem ao lugar, que possui um clima frio e seco típico de montanha e uma linda paisagem de eucaliptos e araucárias que abriga graciosos bichinhos, como esquilos, beija-flores e outras espécies.

Típicas da região, as araucárias estão por toda parte - Foto: Simone Catto

Os eucaliptos proporcionam uma sombra gostosa na estrada!
Estes aqui estão no caminho da Fazenda Radical, para o pessoal
que gosta de aventura - Foto: Simone Catto

No inverno, a temperatura local pode cair para -14ºC, mas no verão pode passar os 28ºC, que foi exatamente o que aconteceu quando lá estive em minha viagem mais recente, no Carnaval, quando os termômetros chegaram a marcar 30ºC. A imagem abaixo não me deixa mentir! À noite, em compensação, a temperatura despencava uns quinze graus, um salto térmico um tanto "bipolar", por assim dizer!

Sim, fez 30ºC em Monte Verde! - Foto: Simone Catto

Os imigrantes europeus felizmente deixaram sua marca na culinária local, que mescla a tradicional cozinha mineira com deliciosas fondues e pratos típicos da comida alemã. Naturalmente, eu quis experimentar de tudo um pouco. Um dia almocei no Wurst Express Fast Food, um restaurante e bar para ligeiras refeições alemãs. A casa é tocada por uma senhora que, se não nasceu na Alemanha, no mínimo tem origem germânica.

Foto: Simone Catto

O restaurante está em uma galeria com agradáveis mesas no terraço, de onde podemos observar o movimento da rua.

Foto: Simone Catto

Pedi um prato que leva mini salsichas, batatas rösti, pão e chucrute acompanhados de mostarda clara e escura. A única coisa que não comi foi o bacon que veio com as batatas, porque nunca fui afeita a comidas gordurosas. Mas isso é apenas uma questão de gosto pessoal, pois as salsichas estavam saborosas e achei o prato ótimo.

O meu prato: mini salsichas, batatas rösti, pão e chucrute com mostardas. Fast food, porém de qualidade!
Foto: Simone Catto

O outro pedido da mesa foi a salsicha de vitela com chucrute e spaetzle, uma massa alemã que lembra o nhoque. Experimentei um pouco e achei bem levinho. Para beber, fomos de suco de caixinha e refrigerante. O custo por pessoa, já incluída a taxa de serviço, saiu por menos de quarenta reais. 

O outro prato também fez bonito: salsicha de vitela, chucrute e spaetzle - Foto: Simone Catto

Em outra ocasião, numa tarde que fazia um sol "de rachar coco", nos sentamos em uma mesa externa da simpática Confraria Paulistânia, especializada em cervejas importadas e artesanais. Paulistânia, aliás, é o nome da cerveja mais comum por ali, produzida desde 2009 na cidade de Cândido Mota, em São Paulo.

Nesse dia fazia um calor de rachar! - Foto: Simone Catto

O hit do bar é a premiada porção de Bolinhos de Truta, com oito bolinhos assados, elaborados com massa de mandioquinha, empanados em coco ralado e servidos com geleia de pimenta. Eu nunca tinha experimentado nada igual e devo dizer que essa receita deve ser resultado de alguma fórmula mágica, pois ficou realmente sensacional! Leves e crocantes ao mesmo tempo, os bolinhos desmancham na boca e são uma verdadeira iguaria. Nota mil para o inventor dessa maravilha! A única ressalva que fiz foi em relação à caipirinha, coada e feita com Velho Barreiro, uma pinga de supermercado, quando a região de Minas é tão rica em cachaças artesanais. Fiz essa observação para um dos sócios, para que a experiência do cliente seja perfeita do início ao fim, e acredito que a casa passará a adotar uma cachaça de melhor qualidade. O atendimento também foi nota dez.

Os saborosos bolinhos de truta com geleia de pimenta (R$ 27 a porção), que saboreei com caipirinha (R$ 18).
Foto: Simone Catto

Observe a crocância do bolinho... nham!! - Foto: Simone Catto

E já que falei em cachaça, se você visitar Monte Verde, não deixe de dar uma passada na Cachaçaria das Gerais. Lá você encontra uma série de cachaças artesanais e um balcão de degustação com excelente atendimento. Só não prova quem não quiser! Experimentei um licor de cachaça de amêndoas, um sabor que eu nem sabia que existia em cachaças. E gostei tanto que acabei levando uma garrafinha para casa! Recomendo a todos.

Foto: Simone Catto

A degustação de cachaças é generosamente oferecida no balcão do fundo - Foto: Simone Catto

O licor de cachaça de amêndoas é dos deuses! Não resisti.
Foto: Simone Catto

Anote os endereços, todos na avenida principal:

WURST EXPRESS FAST FOOD – Av. Monte Verde, 850 (Galeria Beija-Flor) – loja 3 - Centro - Monte Verde - MG. Tel.: (35) 3438-1223.

CONFRARIA PAULISTÂNIA – Av. Monte Verde, 858 – Centro - Monte Verde - MG. Tel.: (35) 3438-1725.

CACHAÇARIA DAS GERAIS – Av. Monte Verde – Shopping Celeiro - Centro - Monte Verde - MG. Tel.: (35) 8827-6298 / (35) 3438-1560. 

Clique aqui para conhecer uma trutaria no meio da natureza, e aqui para saber onde degustar uma deliciosa fondue e sopas quentinhas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Restaurante Paulo das Trutas, em Monte Verde. Frescor e sabor inigualáveis.

Não dá para visitar as montanhas da Mantiqueira sem experimentar um belo filé de truta. Por isso, sempre que vou a uma cidade como Campos do Jordão, Monte Verde ou Gonçalves, faço questão de incluir, em minha rota, pelo menos um almoço ou jantar num restaurante especializado nesse saboroso peixe dos rios de água fria.

No último feriado de Carnaval, a cidade escolhida foi Monte Verde, no sul de Minas Gerais, justamente porque... lá não havia Carnaval! Sim, sempre fujo das multidões e da bagunça e, felizmente, sempre tenho quem fuja comigo! (rs). Ao chegarmos lá no sábado, à hora do almoço, a fome já estava "batendo". Então fomos direto à unidade principal do restaurante Paulo das Trutas (a casa também tem um endereço no Centro do distrito), sobre o qual eu já havia colhido informações anteriormente.

A casa está instalada em um belíssimo cenário natural, ao lado de um riacho e do primeiro e único trutário de Monte Verde.

O cenário é paradisíaco e convidativo! - Foto: Simone Catto

Natureza, simplicidade e sabor: essa fórmula dá certo! - Foto: Simone Catto

Trutário - Foto: Paulo das Trutas

Como o clima estava agradável, ficamos na área externa, bem ao lado do riacho, ouvindo o delicioso barulhinho da água. Abaixo está a vista de nossa mesa. Tudo de bom!

É uma delícia almoçar respirando ar puro e contemplando esse verde! - Foto: Simone Catto

Os esquilos sempre aparecem por lá e eu consegui alimentar um deles na mão, com os amendoins que uma cliente gentil havia deixado na mesa ao lado para darmos aos bichinhos. Primeiro eles olham desconfiados, dão uma cheiradinha, mas logo abocanham o amendoim com casca e tudo e o levam embora para estocar. Dali a pouco eles voltam pedindo mais. Muito fofos!

Flagra do nosso amiguinho guloso - Foto: Simone Catto

A casa também tem mesas num gostoso terraço e um aconchegante salão interno para os dias em que São Pedro não for tão generoso.

O terraço externo também possibilita uma vista privilegiada - Foto: Simone Catto

E se estiver muuuuito frio... aqui ninguém fica desamparado! - Foto: Simone Catto

Pedi um filé de truta com molho de champinhons com alcaparras e manteiga, acompanhado de batatas sautées. Juro que nunca havia comido uma truta tão fresquinha e saborosa! Vê-se logo que o peixe é cultivado localmente, pois o sabor é totalmente diferente daquele das trutas congeladas. Segundo o site da casa, o abate é realizado o mais próximo possível do momento do consumo, a fim de deixar o peixe ainda mais fresco e saudável. Inaugurado em 1990, o restaurante tem mais de 25 anos de experiência no cultivo de trutas, reproduzindo da melhor forma possível o ambiente natural do peixe no trutário. O preço das trutas equivale ao dos bons restaurantes em São Paulo e está na faixa dos cinquenta e poucos reais.

Filé de truta com molho de champinhons com alcaparras e manteiga, acompanhado de batatas sautées... nham!!! 
De comer de joelhos!!! (R$ 56) - Foto: Simone Catto

E para acompanhar essa iguaria... uma deliciosa caipirinha com cachaça da casa, que combina maravilhosamente com o espírito do lugar e o cenário mineiro. Como sempre, pedi para não carregarem na cachaça, e a caipirinha chegou no ponto certo!

Schlep... - Foto: Simone Catto

E já que falamos da caipirinha, o local tem um alambique próprio onde são produzidas e comercializadas saborosas cachaças artesanais. Degustei a de banana, um hit da região, e achei muito boa.

O alambique produz deliciosas cachaças que podemos experimentar - Foto: Simone Catto

Se você visitar Monte Verde, escolha um dia de sol e não deixe de almoçar no PAULO DAS TRUTAS! A unidade 1 fica na Rua da Floresta, 810, saindo um pouco fora do Centro. Tel.: (35) 3438-1214 - www.paulodastrutasmonteverde.com.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pousada Glen da Rocha. Aconchego e calor humano em Monte Verde.

Quando fui convidada a viajar para o distrito turístico de Monte Verde (MG) nesse Carnaval, a primeira coisa que pensei é que o preço da hospedagem teria um valor bem superior por se tratar de um feriado. Normalmente, é isso o que acontece com a esmagadora maioria dos hotéis e pousadas nos períodos de alta temporada e feriados. No entanto, fiquei agradavelmente surpresa ao descobrir como o custo do pacote na pousada reservada, a Glen da Rocha, estava acessível. E os sinais positivos não paravam por aí. Ao buscar mais informações em sites turísticos na Internet, como o booking.com, vi vários comentários de turistas relatando a simpatia e hospitalidade dos anfitriões, Lúcia e Dave. E ainda: a pousada tinha um aspecto extremamente agradável e acolhedor.

E lá fomos nós. Embora esteja próxima do centro de Monte Verde, a pousada Glen da Rocha está numa rua de terra sem saída com acesso pela Av. da Mantiqueira e, como não há sinalização, é fácil a gente se perder. Encontramos o caminho após telefonar para Lúcia.

Foto: Simone Catto
Ao chegarmos, recebemos calorosa recepção de George, o cãozinho do casal. Pela festa que ele fez, devo dizer que cumpre muito bem seu papel de relações públicas! (rs) Em seguida, avistamos Dave, o inglês sorridente que toca a pousada ao lado de Lúcia e, na sequência, conhecemos a própria Lúcia, uma morena muito elegante e gentil que deixa os hóspedes à vontade e os trata como se fossem amigos de longa data.


A casa é uma delícia e está localizada num terreno bem arborizado - Foto: Simone Catto

Até capela tem por lá! - Foto: Simone Catto

Dave, Lúcia e o cãozinho George fazem a alegria dos hóspedes.
Foto: Simone Catto

A pousada ocupa um grande terreno com uma vegetação exuberante, onde não faltam as belas e onipresentes araucárias da Mantiqueira. 

Logo ao entrar na pousada, deparamos com esta vista e uma linda araucária - Foto: Simone Catto

E lá de cima do telhado, a bruxinha é uma guardiã
supereficiente! - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Até pequenos esquilos aparecem por ali para comer os amendoins que os anfitriões e os hóspedes deixam na graciosa casinha construída para eles e os pássaros da região.

Os esquilos e os pássaros ocupam a suíte presidencial! - Foto: Simone Catto

Com dez suítes, a pousada foi decorada com extremo bom gosto por Lúcia, que não descuidou de nenhum cantinho e nenhum detalhe para deixar o lugar acolhedor.

A sala onde tomávamos café da manhã e batíamos papos com Lúcia, Dave e os outros hóspedes - Foto: Simone Catto

O bom gosto de Lúcia está em cada detalhe - Foto: Simone Catto

O ambiente da TV - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

Dave quase não fala português, o que nos deu uma ótima oportunidade para praticarmos nosso inglês. Mas em compensação, faz um café delicioso – até brinquei com ele, dizendo que seu café não tinha nada de inglês, já que em seu país a bebida é bem fraca para o padrão brasileiro (rs). E por falar nisso, o café da manhã é servido na mesa de jantar da sala, o que permite uma integração com os outros hóspedes, em sua maioria casais. Felizmente, todas as pessoas que encontramos por lá, sem exceção, eram educadas e cultas, o que rendeu conversas extremamente agradáveis. Muitos dos itens do abundante e delicioso café da manhã são preparados pela própria Lúcia. Além dos famosos queijos de Minas, não faltaram frutas, pães caseiros, suco, leite, cereais, o café quentinho do Dave, pão de queijo, biscoitos, mel, geleias, manteiga, Nutella e bolos caseiros de dar água na boca. Aliás, o pão de ricota com uvas passas estava simplesmente dos deuses... nham!! E caso alguém desejasse, Lúcia prontamente preparava ovos mexidos e saborosas vitaminas de frutas. Dava gosto tomar aquele café trocando ideias com gente tão simpática!

O bufê de café da manhã com um selfie involuntário refletido no espelho (rs) - Foto: Simone Catto

Repare na charmosa estante de canto e na bela louça - Foto: Simone Catto

O terraço externo, ao lado da sala, também é um convite para altos papos, além de ser um cantinho perfeito para leitura. Às vezes alguns hóspedes tomavam seu café da manhã por ali  mesmo. À noite, Dave acendia o fogo no centro da mesa do terraço e ninguém sentia que a temperatura havia caído para 16ºC. Nem era tão frio assim, mas, se lembrarmos que durante o dia a temperatura alcançava fácil os 30ºC, a diferença era brutal!

Esse terraço é uma delícia! - Foto: Simone Catto

A pousada também tem uma bela piscina ao lado de um galpão com sinuca, pebolim e churrasqueira. Lúcia nos confidenciou que Dave adora preparar um churrasco para os hóspedes. E à noite, não raro, somos convidados a petiscar ou tomar um vinho com o casal. Realmente nos sentimos como se estivéssemos em casa de amigos!

Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

As suítes da pousada estão distribuídas por toda a construção e a maioria dos quartos têm lareira e cama de casal. A suíte onde ficamos não tinha TV, mas a grande TV da sala está à disposição para quem quiser assistir a um filme ou show da vasta coleção de DVDs que Lúcia mantém em uma grande estante. Sugerimos ao casal instalar TVs – nem que fossem pequenas – e spots para leitura em todas as suítes, para que todos os hóspedes se sintam igualmente confortáveis. A pousada ainda é nova e, aos poucos, Lúcia e Dave estão fazendo os ajustes necessários.

A suíte onde fiquei - Foto: Divulgação / Pousada Glen da Rocha

Em tempo: se você ficou curioso(a) sobre o nome da pousada, a palavra "glen", em inglês, significa "vale estreito e profundo entre as montanhas". E "Rocha" está ligado a um nome de família.

Portanto, se você for a Monte Verde e quiser vivenciar uma experiência diferente e gratificante, super recomendo a POUSADA GLEN DA ROCHA! Poucas vezes, em minha vida, encontrei anfitriões tão gentis e prestativos. Sem falar, é claro, das instalações aconchegantes daquela linda casa e do saborosíssimo café da manhã mineiro.

Anote: a POUSADA GLEN DA ROCHA fica na Rua Patula, 42 (acesso pela Av. da Mantiqueira - rua do Bradesco) – Monte Verde - MG. Tel.: (35) 3438-2163 / WhatsApp: (18) 99723-6030. E-mail: glendarocha@gmail.com