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domingo, 22 de janeiro de 2017

Sul Bar. Sabores sul-americanos com o toque mágico de Tanea Romão.

Eu já conhecia a chef Tanea Romão desde a época em que sua gastronomia fez história na cidade de Gonçalves, sul de Minas Gerais, com o saudoso restaurante Kitanda Brasil. O mais incrível é que por pouco não conheci o lugar. O Kitanda ficava instalado numa casa antiga e tinha um grande quintal com jardim, no qual os felizardos clientes podiam saborear uma inacreditável sequência de pratos num ambiente agradabilíssimo, em meio ao verde e ao canto dos pássaros. No dia que o visitei ao lado de amigos, Tanea nos confidenciou que aquele era o último dia de funcionamento do restaurante em Gonçalves, pois ela estava se mudando para Tiradentes. Ao mesmo tempo em que fiquei triste com a perspectiva de não mais poder degustar aquelas maravilhas por ali, respirei aliviada pelo fato de meu paladar ter tido a oportunidade de conhecê-las. Poucos meses depois, fui passear em Tiradentes e procurei por Tanea, pois queria visitar seu novo restaurante naquela cidade e, naturalmente, me regalar novamente com seus quitutes inesquecíveis. O restaurante, porém, ainda não estava funcionando – Tanea estava estruturando a casa e também trabalhando em outros projetos.

Qual não foi minha surpresa, no final do ano passado, ao descobrir que a chef estava se mudando novamente, desta vez para São Paulo, e comandaria a cozinha de uma outra casa por aqui? Ainda embalada pela memória gustativa do Kitanda, não via a hora de conferir, e foi assim que cheguei ao Sul Bar, que fica na esquina da rua Mourato Coelho com a Inácio Pereira da Rocha, na Vila Madalena. Como era uma noite de quarta-feira em pleno mês de janeiro, época de férias, havia até vagas na rua para estacionar o carro.

Foto: Sul Bar

A simpática chef Tanea Romão, que tantas saudades deixou em
Gonçalves e agora brinda os paulistanos com suas delícias.
Foto: Simone Catto

Bem arejado e perfeito para o verão, o Sul Bar, que também é restaurante, destaca pratos brasileiros de raiz e também sabores de nossos vizinhos da América do Sul. De cara, topamos, em nossa mesa, com uns copinhos contendo umas tirinhas verdes que não distinguimos de imediato o que eram. Tanea, sempre solícita, nos explicou então que se tratava de tirinhas de manga verde com sal, um petisco que ela havia visto nas ruas da Colômbia e trouxe para o bar. Adorei!

De minha mesa, lá no cantinho, dava para ver o movimento da rua - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

O local é agradável também à luz do dia - deveria abrir para o almoço! - Foto: Sul Bar

Além dos drinks tradicionais, a casa também oferece caipirinhas com toques exóticos, algumas contendo pimenta, e bebidas sul-americanas. Há um pisco que leva purê de manga, limão e Cointreau, por exemplo. Como sou purista em matéria de drinks, optei pela boa e velha caipirinha de limão com cachaça mineira (R$ 20).

Trio de caipirinhas feitas com cachaças mineiras artesanais: 'Tanea' (tomate cereja, limão e manjericão), 'Pequi' (limão e pequi) e 'Biquinho' (maracujá, geleia de cachaça e pimenta biquinho) - Foto: Sul Bar

Primeiramente pedimos uma porção de bolinhos de arroz para acompanhar os drinks, enquanto esperávamos todo mundo chegar. Os bolinhos fizeram bonito. Do cardápio, atraíram-me de imediato os pratos que levavam banana. Escolhi então a Moqueca de Banana, preparada com leite de coco, pimentão vermelho e amarelo sem casca, tomate e, naturalmente, uma deliciosa banana que tem seu sabor realçado de maneira muito especial pelo casamento com todos esses ingredientes. O toque extra ficou por conta de um copinho de farofa que acompanha o quitute. Achei o prato divino e repetiria fácil, fácil. Se você gosta de banana, não perca!

A Moqueca de Banana estava um desbunde de boa! (R$ 25) - Foto: Simone Catto

Duas pessoas da mesa optaram pelo Mofongo, um prato de Porto Rico que leva banana frita com carne moída. Confesso que não experimentei, mas parecia muito bom. Quem pediu, gostou! Pretendo experimentar da próxima vez. 

O Mofongo porto-riquenho também agradou (R$ 26) - Foto: Simone Catto

Ao final, olhamos novamente o cardápio e vimos que as sobremesas incluíam nada mais, nada menos que... bolinhos de chuva acompanhados de doce de leite! É claro que pedimos. Quando perguntamos pelo café, Tanea ainda nos brindou com um mimo especial: café de coador, servido em copos americanos, como na roça! Posso dizer que nunca comi bolinhos de chuva tão bons em minha vida. Levinhos, aerados, eles quase desmanchavam na boca. Acompanhados pelo café caseiro, então, ficaram sensacionais!

O doce de leite soltinho e bem feito valorizou ainda mais esses bolinhos dos deuses! - Foto: Simone Catto 

A excelência do cardápio diferenciado, o ambiente agradável, a simpatia da chef e o atendimento gentil tornaram nossa noite irretocável em todos os sentidos. Retornarei ao Sul Bar com certeza! 

Quer experimentar? Anote: SUL BAR - R. Mourato Coelho, 861 - Vila Madalena – S. Paulo. Tel.: (11) 3031-8272. De terça a sexta, das 17h à 1h; sábado, das 16h à 1h; domingo, das 16h à 0h.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

'El Guatón'. Um simpático pedacinho do Chile em São Paulo.

Eu nunca havia ouvido falar do 'El Guatón' até um amigo me apresentar esse minúsculo bar-restaurante especializado em culinária chilena que fica no finalzinho da Rua Artur de Azevedo, quase desembocando na Av. Henrique Schaumann.

Trata-se de mais um daqueles lugares gostosinhos e despretensiosos para noites de verão, para a gente comer bem e sem luxos. Lá podemos saborear desde pratos típicos do Chile, como empanadas, ceviches, peixes, frutos do mar e pastel de choclo (torta de creme de milho verde, carne, peito de frango, azeitonas e ovo), entre outros, até porções triviais de bar, como filé aperitivo, mandioca frita e provolone à milanesa. Para os carnívoros de plantão, não falta nem a tradicional picanha no réchaud.

Foto: www.elguaton.com.br

Ficamos com as empanadas, de massa saborosa e fininha e muito bem recheadas. Pedi a minha de camarão (R$ 8,50), que estava uma delícia, e meu amigo traçou duas de carne (R$ 6). Se você pretende experimentar as empanadas, não deixe de pedir o molhinho à vinagrete picante, que valoriza o quitute. É muito bom!

As deliciosas empanadas - foto: br.kekanto.com
Naquele dia eu estava com sede e um tanto comportada: tomei um refrescante suco de melancia (R$ 6) que, ao contrário do que acontece em tantas casas que servem sucos em copos minúsculos, chegou à mesa em uma generosa e simpática jarrinha. Não tirei fotos porque, como fui pega de surpresa, não levei minha câmera e meu celular estava sem bateria. As fotos que aqui estão foram pegas da Internet, mas, de qualquer modo, as empanadas são servidas exatamente do jeito que você está vendo, nessas travessas estreitinhas.  

Se você pretende conhecer o lugar e experimentar um dos pratos típicos chilenos, tente chegar antes das 21h para pegar uma das mesinhas do terraço da frente, mais gostoso e concorrido no verão.

Em tempo: pesquisei para saber o que significa "El Guatón" e descobri que, no Chile, significa algo como "O Barrigudo"... rs. Faz sentido, com tantas coisas gostosas. Na próxima vez, pretendo experimentar um ceviche ou o mariscal al matico (mistos de choritos, vôngole, calamares, limão, temperos, cebola e coentro), que devem ser uma delícia! (A propósito, não sei o que são "choritos", mas vou descobrir!)

O mariscal promete! - foto: www.elguaton.com.br

O 'EL GUATÓN' também tem uma filial na Rua Mourato Coelho, mas visitamos a matriz, que fica na Rua Artur de Azevedo, 906 – Pinheiros. Tels.: 3085-9466 / 3807-9647 – www.elguaton.com.br. Vale a pena conhecer!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Caspita Bar e Restaurante. Para matar a fome sem grandes pretensões.

Noite dessas, fui com amigos ao cine Bristol, na Avenida Paulista, e resolvemos jantar na região mesmo, já que havíamos deixado o carro no prédio do cinema e seria muito mais prático irmos a pé, já que não faltam restaurantes e bares na região. Resolvemos ir ao Athenas, na esquina da Rua Augusta com a Antônio Carlos, mas quem disse que conseguimos mesa? A espera, como tem sido usual por lá, seria de meia hora para mais. Aí, fizemos algo que já fiz anteriormente, e pelo mesmo motivo: atravessamos a rua e fomos ao 'Caspita Bar e Restaurante', bem em frente. Para nossa sorte, havia uma agradável mesa externa para matarmos a fome naquela noite em que os termômetros marcavam algo próximo dos 30 graus.

Foto: Rogerio Canella - Folhapress

Como o 'Cáspita' não tem nenhum apelo especial, acabou saindo-se bem com as longas filas do vizinho da frente, já que boa parte dos clientes, assim como nós naquela noite, é formada por gente que desiste do Athenas e acaba indo para lá.

O lugar é simples e o salão interno é bem sem-graça. O que a casa tem de bom é a boa relação custo-benefício. Além de petiscos triviais, há várias opções de pratos individuais. As massas, particularmente, são bem em conta. Por exemplo: meu prato de penne ao pesto saiu por R$ 25,00, é bem servido e estava ótimo. Os pratos à base de carne, com acompanhamentos, saem por uma média de R$ 32,00.

O meu penne al pesto estava muito bom - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto
Como tem sido habitual nessas noites de verão, pedi um vinho branco para acompanhar a refeição. Obviamente, as opções de vinhos eram limitadíssimas, o que já seria de se esperar, uma vez que essa não é a vocação e nem a proposta da casa. Um detalhe simpático, no entanto, é que o restaurante oferece garrafinhas de 187 ml, o que foi bem providencial, já que apenas eu iria consumir vinho naquela noite. O garçom me trouxe então o chileno Santa Carolina Vistaña Cabernet Sauvignon/Sémillon, que realmente me surpreendeu, pois estava seco, levinho, levemente cítrico e, em minha opinião, absolutamente equilibrado. Perfeito para uma conversa descontraída no verão! Mais um para minha lista de brancos.

O que posso dizer é que comemos bem e matamos a fome sem gastar muito, ficamos satisfeitos com as bebidas e o papo rolou solto enquanto apreciávamos a fauna que costuma desfilar na calçada por aquelas bandas. Sem sombra de dúvida, foi um daqueles jantares nada planejados que acabam nos surpreendendo de forma deliciosa!

O endereço do CASPITA BAR e Restaurante é Rua Antônio Carlos 344 – Cerqueira César.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Skye Bar e Restaurante, no Hotel Unique. Para um upgrade nos sentidos.

É badalação o que você procura? O Skye tem. Quer namorar ou reunir os amigos em meio a gente bonita, produzida e perfumada? Pode ir ao Skye. Que tal apreciar uma das mais belas vistas noturnas de Sampa? O Skye garante. E se tudo isso for o contraponto para uma refeição inesquecível com finíssimas iguarias da culinária internacional? Definitivamente, o Skye é o lugar.

Fazia tempo que eu planejava jantar nesse bar-restaurante que, na verdade, é a verdadeira alma do Unique, o "hotel-melancia" da Av. Brigadeiro Luís Antônio. E lá fui eu numa bela noite de sexta-feira em que o outono se disfarçou de verão.

O arrojado Hotel Unique, com arquitetura de Ruy Ohtake - Foto: www.viajeaqui.abril.com.br

A entrada, em frente aos valets - Foto: Simone Catto

Para começar, o restaurante possui um elevador privativo, independente do acesso ao hotel. Subindo lá, encontrei hostesses bonitas com visual fashion, educadíssimas e, principalmente, simpáticas e sorridentes – eu diria que, sem esses dois últimos atributos, ninguém deveria sequer sonhar em trabalhar recepcionando quem quer que fosse. 

Como já era de se prever, teríamos uma boa espera pela frente. Mas como eu estava bem acompanhada, não tínhamos pressa e a ideia era curtir e conversar, devo dizer que nem senti. Uma das hostesses nos sugeriu aguardarmos no bar, e lá fomos nós.

Para quem não sabe, o bar do Unique, que com o restaurante ocupa o topo da modernosa construção projetada por Ruy Ohtake, se espalha por uma bela área externa, ao lado de uma piscina. O clima lá fora é de baladinha, com um pessoal bebendo e conversando de pé ou sentado sob os ombrellones. O visual lá de cima é deslumbrante.

O belo visual do bar - Foto: www.hotelunique.com.br

A vista lá de cima é um dos principais atrativos do lugar - Foto: www.viajeaqui.abril.com.br

Entre a área externa e o restaurante, há um bar menor com algumas mesas e uma espécie de lounge com vários ambientes. É aí que encontramos um lugarzinho para nos acomodarmos e pedimos uma bebida enquanto aguardávamos: uma garrafa do prosecco Valdobbiadene Villa Sandi.

O lounge onde nos acomodamos. Ao fundo, dá para ver o restaurante - Foto: Simone Catto

O prosecco que pedimos estava ótimo!

Para acompanhar o prosecco, experimentamos uma porção de delicados spring rolls à base de camarão, bifum, hortelã, alho-poró e cream cheese. Estava tudo muito bom. O único "senão" é que o som lounge do ambiente poderia estar um pouquinho mais baixo para não atrapalhar a conversa.

Os spring rolls ajudaram a amenizar a espera - Foto: Simone Catto

Finalmente uma mesa foi liberada para nós e a hostess gentilmente nos conduziu ao restaurante com menu internacional que oferece pratos brasileiros, franceses, italianos e japoneses. Toda a gastronomia do hotel está a cargo do chef francês Emmanuel Bassoleil, que acabou de reformular o cardápio e introduziu novas criações.

Vista do restaurante - Foto: Simone Catto

Do restaurante podemos avistar o pessoal trabalhando na cozinha - Foto: Simone Catto

Como já era meio tarde, preferimos algo mais leve. Eu optei pelo risoto de lagosta e camarão com salsão e maçã verde, que estava realmente delicioso. Os pedacinhos de maçã verde foram um contraponto perfeito para os crustáceos, tornando o risoto uma experiência gastronômica dos deuses.

Meu risoto estava realmente especial! - Foto: Simone Catto

A outra opção foi o agnolotti recheado de queijos com tomatinhos cereja, que também estava levíssimo – eu experimentei! rs.

O agnolotti também estava supermacio, uma verdadeira iguaria - Foto: Simone Catto

É claro que não iríamos sair dali sem um cafezinho, que chegou até nós acompanhado de finíssimos biscoitos crocantes com chips de chocolate e amêndoas.

O cafezinho arrematou maravilhosamente nossa refeição - Foto: Simone Catto

E foi com essa experiência que descobri que esse bar-restaurante tão exclusivo e diferente de qualquer outro que eu tenha visitado em Sampa só poderia mesmo estar associado a um estabelecimento batizado como "Unique".

Tim-tim! - Foto: Simone Catto

Se você nunca foi ao SKYE, vale a pena conhecer. É realmente um lugar único que foi concebido para nos proporcionar uma experiência sensorial diferenciada. Mas vá preparado(a) para gastar: o preço médio dos pratos por ali gira em torno dos R$ 90,00. O Skye fica à Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 (Hotel Unique) – Jardim Paulista. Tel.: 3055-4702 - www.hotelunique.com.br.

Confira os horários:
Café da manhã - diariamente, das 7h às 11h.
Almoço - de segunda a sexta-feira das 12h às 15h, sábados e feriados das 12h às 16h e domingos das 12h às 19h. Reservas para o almoço são aceitas até as 13h.
Jantar - de domingo a quinta-feira das 19h à meia-noite, sextas e sábados das 19h à 00h30. Reservas para o jantar são realizadas somente para os hóspedes do hotel, até 20h30.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Restaurante The Garden. Um oriental que é a cara do verão.

Da rua dá para avistar o grande deck elevado com mesinhas e ombrelones. O visual atraente já chama atenção. O The Garden, localizado na Vila Mariana, é um restaurante japonês que lembra um bar de praia. Inaugurado no final de 2010, está instalado num espaço de mil metros quadrados numa bela avenida próxima ao parque da Aclimação. A casa é bonita e agradável. O tipo de lugar no qual você pode fazer uma happy hour com os amigos, saborear um jantar romântico ou compartilhar momentos com a família. Tudo na santa paz, dadas a amplidão do espaço, a variedade de ambientes e a riqueza de opções do menu. Lá você pode simplesmente bebericar um drink acompanhado de um petisco oriental, fazer uma refeição à la carte ou então desfrutar do bem servido rodízio.

A bela vista a partir da rua - Foto: www.thegarden.com.br 
  
O local é bem amplo, arejado, repleto de verde, árvores frutíferas e muita madeira. Até um lago de carpas há por ali. Vários ambientes, incluindo o deck ao ar livre, contribuem para criar uma atmosfera ao mesmo tempo rústica e romântica – o toque de romantismo é acentuado pela iluminação de velas nas mesas.

A atmosfera é bem acolhedora - Foto: www.thegarden.com.br

O bar do piso inferior - Foto: Simone Catto

Ao fundo, o bar do piso superior - Foto: Simone Catto

Outro ângulo do deck superior - Foto: Simone Catto

O ambiente fechado é uma opção para os dias frios, mas não tem o mesmo charme do deck... - Foto: Simone Catto

As entradinhas e petiscos, de sabores orientais, são bastante variados. Incluem desde delícias como o Harumaki Especial (enroladinhos de massa crocante com camarão, cream cheese e alho-poró) e o Curry Shinjo (trouxinhas de massa crocante com frango, gengibre e alho-poró ao molho curry), até o magnífico Ebi Garden (camarões empanados com molho teriyaki e laranja), cuja apresentação lembra uma estrela do mar. Essa foi uma das entradas pedidas na primeira vez em que estive no The Garden.

O Ebi Garden (R$ 33) - crocante e delícioso! - Foto: Simone Catto

Outro pedido foi o Roast Salmon (sashimi de salmão semigrelhado ao molho teriyaki, gergelim e couve), que estava levíssimo! O salmão até desmanchava na boca de tão tenro.

O delicado Roast Salmon (R$ 18,90) - Foto: Simone Catto

O Hot Roll Philadelphia, um best-seller dos restaurantes japoneses de Sampa, foi solicitado na sequência e também estava muito bom.

Hot Philadelphia (R$ 20,90), um hit paulistano que justifica a fama! - Foto: Simone Catto

Além da ampla gama de sushis, a casa ainda oferece temakis e robatas (espetinhos orientais), entre outros quitutes orientais.  

Após saborearmos os deliciosos petiscos, pedimos um Combinado de Sushis e Sashimis para duas pessoas, composto por 12 sashimis variados, 8 nigirizushis (8 duplas de sushis), 4 makis e 2 especiais da casa. Esses "especiais" incluem criações brasileiras como o Honey Brie (enrolado de salmão e queijo Brie coberto com geleia de damasco e mel) e o Natural (atum, alho-poró e shiitake enrolados na acelga).

Combinado para duas pessoas (R$ 85) - Foto: Simone Catto

Os drinks também são diversificados e bem elaborados. Há desde saquês nacionais e importados, chopes e cervejas nacionais e importadas, passando pelos drinks tradicionais, caipirinhas e "saquerinhas". Vale destacar os coquetéis especiais criados para a casa, como o Sunrise (leva suco de cranberry, suco de laranja, vodca e gelo triturado) e o divertido Ice-Tangerina, que leva saquê, suco de limão, hortelã e um picolé de tangerina mergulhado no copo. Uma amiga pediu e gostou muito.

O Ice-Tangerina de minha amiga: visual interessante e, ao que tudo indica, sabor agradável - Foto: Simone Catto 

Desta vez fui mais conservadora: preferi uma caipirinha de frutas vermelhas com cachaça Seleta.

A caipirinha estava bem feita e na medida: nem forte, nem fraca - Foto: Simone Catto

O rodízio custa R$ 58,00 por pessoa, mas até o mês de outubro as mulheres têm uma "colher de chá" às terças-feiras e domingos após as 17h: o rodízio para elas sai por R$ 35, incluindo um sorvete de sobremesa. Eis uma iniciativa simpática que já aproveitei num retorno à casa!

A quantidade e qualidade dos itens servidos no rodízio também é excelente. Tudo bem que, assim como ocorre em outros restaurantes orientais de Sampa, os pratos possam ter sido adaptados ao paladar nacional e não ser os autênticos saboreados em países como o Japão, mas nem por deixam de ser gostosos. Dê uma olhada  no combinado de sushis e sashimis:

O Combinado do rodízio... nham! - Foto: Simone Catto
  
Diante de tudo isso, nem preciso dizer que recomendo o The Garden não só para os moradores da região, mas também para todo mundo que goste de saborear quitutes orientais num clima gostoso e descontraído. 

O THE GARDEN fica na Av. Eng. Luís Gomes Cardim Sangirardi, 20 – Vila Mariana. Tel.: 5082-2520 - www.thegarden.com.br. Abre de terça a quinta-feira das 18h às 23h, sextas das 18h às 24h, sábado das 12h às 24h e domingo das 12h às 22h.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ritto Pizza Bar. Pizzas no capricho em belo ambiente rústico.

Eu não conhecia nada da Vila Leopoldina, até receber um convite para jantar na Ritto Pizza Bar numa noite de sábado. Além de estar em ótima companhia, de cara gostei do lugar. Para começar, não há estresse para estacionar. O bairro é residencial, as ruas são sossegadas e, mesmo assim, a pizzaria oferece serviço de valet cortesia. Parece sonho numa cidade como São Paulo. Além disso, a casa é bonita e acolhedora em seu estilo rústico.

Foto: www.ritto.com.br 

Foto: Simone Catto

O pé direito é bem alto e a iluminação agradável. Pelas dimensões do salão, imagino que anteriormente tenha sido um galpão industrial ou algo assim. As janelas e portas, enormes, parecem ser de demolição – devem ser de pinho de riga.

Foto: Simone Catto

Foto: www.ritto.com.br

O salão principal é ladeado de umas salinhas menores, mais íntimas, com um clima mais romântico ideal para casais. Há também algumas mesas no pequeno terraço em frente à fachada e em um gostoso quintal com muito verde. 

A salinha lateral, mais romântica - Foto: Simone Catto

O quintal deve ser agradável nas noites de verão! - Foto: www.ritto.com.br

As mesas são de ferro ou madeira e algumas têm belos mosaicos.

Foto: www.ritto.com.br

Quando cheguei, o pessoal estava petiscando um Corniccione "Dei Amici" (lâminas triangulares de massa fina de pizza com molho à base azeite, limão e pimenta que podem ser feitas com parmesão ralado ou alho). Estava crocante e saboroso. (Só uma observação: o nome "Dei Amici" está incorreto pela grafia italiana – o correto seria "Degli amici", porque a segunda palavra, "amici", inicia-se com uma vogal... fica a dica para a casa fazer a correção!). Na sequência, pedimos um pão de calabresa, com jeitão caseiro, que também estava muito bom.

Na hora da pizza, optamos por uma meia Friuli (molho de tomates, funghi seco reidratado na grappa, coberto com lascas de parmesão e salpicado de mussarela de búfala) e meia Rústica (molho de tomates especial com pedaços de tomate, mussarela de búfala em pedaços, parmesão ralado e manjericão). Depois de tantos petiscos, meu estômago de passarinho não me permitiu comer mais de um pedaço de pizza. Como adoro funghi, optei por uma fatia da Friuli e achei-a deliciosa. A massa é de espessura média.

Na parede, belas fotos antigas - Foto: Simone Catto

A casa também tem uma extensa carta de vinhos, inclusive com opções em taças. Quem preferir, pode tomar uma caipirinha ou cerveja. Uma amiga experimentou a caipirinha de lichia e adorou. Naquela noite fiquei só no suco de tangerina natural, pois já havia tomado vinho no almoço e estava morta de sede!! E lá se foram dois copos de suco com gelo.

Por tudo isso, a Ritto é uma ótima pedida para quem mora na região da Vila Leopoldina ou simplesmente quer comer uma pizza sem o estresse para estacionar tão comum em outros bairros. Fica na Rua Nanuque, 243 – tel.: 3836-2166. Consulte o cardápio no site www.ritto.com.br e comece a escolher sua pizza desde já!

domingo, 3 de junho de 2012

'Alma María'. Tapas delicadas num décor que é a cara da Oscar Freire.

ATENÇÃO: INFELIZMENTE, ESTE ESTABELECIMENTO ENCERROU SUAS ATIVIDADES POUCO TEMPO APÓS A DATA DE MINHA VISITA - UMA PENA, PORQUE O LUGAR ERA EXCELENTE.

Os bares de tapas – que são restaurantes também – estão mesmo proliferando em Sampa. Notei que, em sua maioria, são lugares charmosos, com projetos arquitetônicos assinados por nomes estrelados e menus montados por especialistas – alguns, inclusive, "importados" da Espanha.

Domingo passado fui conhecer mais um deles, o Alma María, a convite de amigas queridas tão curiosas quanto eu para experimentar novas paisagens, aromas e sabores. Não por acaso, a casa está na Oscar Freire, ponto "in" por excelência e competência. O curioso é que, ultimamente, tenho passado muito por lá e sempre me perguntava que lugar era aquele com ar tão alegre, mesas ao ar livre e um grande balcão que dá para a gente avistar da rua. E não é que, por coincidência, justamente aquele lugar estava na lista de restaurantes que minhas amigas desejavam conhecer? A propósito, poucos dessa lista abrem aos domingos. Ponto para o Alma María!

Foto: www.almamaria.com.br 

A decoração modernosa, assinada por Arthur Casas (olhe o nome "estrelado", aí! rs), impressiona logo de início. O longo balcão (chamado de "barra" pelos espanhóis) à entrada é perfeito para quem quiser comer um montadito (tipo de bruschetta espanhola), experimentar alguns dos pintxos (pequenos aperitivos para se comer com palitos) ou apenas "tapear", isto é, beliscar tortillas, queijos, pan con tomate ou jamóns ibéricos.

O longo balcão onde se podem degustar as "tapas" - Foto: www.almamaria.com.br

Ao entrarmos, chama atenção a parede à direita, coberta por uma prateleira imensa que ocupa quase toda a sua extensão, indo de cerca de um metro do chão até o teto. Forrada de "víveres", essa prateleira-parede guarda vidros de azeite, de azeitona e de palmito, bem como caixas de maisena, livros e outras coisas que não deu para discernir o que eram, mas, suspeito, têm função meramente decorativa. 

Eu arriscaria dizer que a parede é 80% responsável pelo charme do décor do lugar.
Foto: Simone Catto

Blogueira metida a fazer arte moderna... rs... E aí? Vai pra Bienal ou não vai? rs
Foto: Simone Catto

A iluminação cria um clima acolhedor - Foto: Simone Catto

A casa tem quatro ambientes, cada um com cozinha própria e um teto de vidro que, durante o dia, deixa a luz natural entrar.

Foi neste ambiente que fiquei - Foto: Simone Catto

Foto: Simone Catto

O menu, típico espanhol, inclui tapas e pratos com toques modernos criados pelo chef catalão Tony Botella, que traz influências das regiões da Andaluzia, País Basco, Catalunha, Valência, Galícia e até das Ilhas Canárias. Para quem não conhece, tapas são pequenas porções de qualquer elaboração gastronômica que podemos comer com a mão, a qualquer hora, em pé junto à barra (balcão) ou então compartilhando com os amigos numa mesa tradicional. Podem preceder um prato principal ou então ser saboreadas sozinhas, como democráticos petiscos.

De acordo com o site do Alma María, o nome "tapas" tem origem no antigo costume espanhol de tapar os copos e cálices de vinho nas tabernas e bares com um pedaço de pão ou uma fatia de jamón, para evitar a queda de moscas ou sujeiras dentro. Vivendo e aprendendo!

Naquele dia preferimos ficar só nas tapas e experimentamos uma sucessão delas! Começamos com Gambas al Ajillo (camarões salteados com azeite aromatizado com alho e pimenta), Pulpo a la galega (polvo ao estilo de Galícia, sobre batata assada com Pimentón de la Vera) e as famosas Batatas Bravas (batatas coradas com molho picante e maionese suave). As tapas de camarões e de polvo são bem minúsculas, mas a de batatas é maior.

As Gambas al Ajillo - Foto: Simone Catto

Do Pulpo a la Galega vieram três unidades, mas... havia gente com muita fome à mesa!! rs... 
Foto: Simone Catto

Depois da primeira etapa, pedimos as Sardinas Marinadas en Cítricos e os Calamares Andaluza (anéis de lula fritos acompanhados de limão e maionese suave). Estavam ma-ra-vi-lho-sos! E para acompanhar tudo isso, tomamos uma jarra de sangria, que também estava ótima. Saldo final: tapas deliciosas, ambiente interessante, enfim... lá eu volto!

Os saborosos calamares, de consistência crocante e perfeita - Foto: Simone Catto

Quer "tapear" um pouco no Alma María? O endereço é R. Oscar Freire, 439 – Jardins. Tel.: (11) 3064-0047. Acesse o site e consulte, também, os preços do menu: www.almamaria.com.br. A casa abre de domingo a quinta-feira, das 12h às 24h, e sextas e sábados, das 12h à 1h. Olé!