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domingo, 26 de outubro de 2014

Os segredos dos vinhos da Bourgogne por Guillaume Turbat, no Empório Adega Pelotas.

Há algumas coisas que realmente me dão prazer nessa vida, como tomar um bom vinho e aprender algo novo. Quando consigo juntar ambas, então, tenho o melhor dos mundos! E assim fui parar em mais uma aula sobre vinhos, desta vez no Empório Adega Pelotas, na Vila Mariana.

O Empório Adega Pelotas, local do curso  - Foto: Simone Catto

Nosso professor foi o jovem e simpático sommelier francês Guillaume Turbat, da distribuidora e escola Chez France, que nos desvendou alguns mistérios dos tintos e brancos da região de Bourgogne, classificados entre os melhores do mundo por sua constância de qualidade, sutileza e elegância.

É realmente impressionante como um pedaço de terra relativamente pequeno – cerca de 175 km² – possa conter tanta complexidade de terroirs. Vale reforçar que os terroirs são definidos pelas características dos climats (também conhecidos como lieux-dits, parcelas delimitadas de solo com condições geológicas e geográficas específicas) e pelo modo de cultivo pelo homem. Extremamente fragmentada, a região tem mais de 100 AOC, (Appellation d’Origine Contrôlée), cerca de 28.000 hectares de vinhedos e aproximadamente 3.800 vinícolas, sendo que só 20% possuem mais de 20 hectares. A mundialmente famosa Domaine de la Romanée-Conti, por exemplo, tem menos de 0,8 hectares, acredite! Sim, a Bourgogne é totalmente "fatiada", por assim dizer.

Nosso professor, Guillaume Turbat, a postos para iniciar a aula que teve uma deliciosa
degustação de vinhos borgonheses - Foto: Simone Catto

Guillaume nos explicou que tamanha complexidade e diversidade têm origem lá atrás, na Idade Média, quando os monges beneditinos começaram a cultivar as vinhas e iniciaram essa hierarquização do solo até o século XI. Quatro séculos mais tarde, os Duques de Bourgogne, que tinham preferência pelas uvas Chardonnay e Pinot Noir, intensificaram o cultivo dessas cepas, dando origem a uma tradição que se tornou característica da Bourgogne: quase a totalidade dos vinhos tintos produzidos lá são feitos somente com uva Pinot Noir, e quase todos os brancos levam apenas a Chardonnay.

Em nossa aula, tivemos a oportunidade de degustar dois vinhos brancos e três tintos. Dos brancos, destaco o delicioso Chablis do Domaine Maurice Lecestre, safra 2012, fresco e cheio de personalidade. Entre os tintos, meu preferido foi o Domaine Yves Girardin Santenay – 1er Cru La Maladière, safra 2011, com um toque de frutas vermelhas e saborosíssimo. Para quem quisesse levar algum para casa, todos os rótulos degustados estavam disponíveis na Adega por preços que variavam entre R$ 70,00 e R$ 159,00.




A próxima aula no EMPÓRIO ADEGA PELOTAS, também ministrada por Guillaume Turbat, abordará champanhes e espumantes e será realizada no dia 8 de novembro (sábado), das 10h30 às 12h30. Se você também aprecia o prazer e a delicadeza da bebida mais festiva do mundo, vale a pena participar! A aula custa R$ 130,00 e o endereço é Rua Pelotas, 299F - Vila Mariana. Tels.: 3744-8860 / 5082-5106 – www.adegapelotas.com.br. Tim-tim!

terça-feira, 11 de março de 2014

Um brinde a Baco! Curso sobre Países com Alexandra Corvo é puro deleite.

Vinho é cultura, é tradição, é prazer. E no caso do Velho Mundo, é também história, já que está intimamente incorporado aos hábitos de determinados povos e teve um papel fundamental na formação da identidade de vários países. É por isso que, quando inventei de estudar um pouco sobre as origens e peculiaridades dessa bebida dos deuses, não me contentei e fui procurar saber ainda mais. E lá fui eu fazer outro curso na mesma escola que havia escolhido para minha iniciação: a 'Ciclo das Vinhas', da jovem e excelente sommelière Alexandra Corvo. Para quem não a conhece, Alexandra tem formação na Suíça e na Espanha, trabalhou em vários países europeus e, atualmente, além de ministrar cursos na escola que tem a sua marca, é colunista de vinhos da Folha de S. Paulo e da rádio BandNews FM.

Desta vez, fiz o Curso Básico sobre Países, que aborda as principais uvas, regiões, métodos de produção e viticultura dos países produtores de vinho. Nesse curso aprendemos a interpretar um rótulo de vinho, entendemos as denominações de origem e um pouco da legislação de cada país, sem falar da melhor parte: a degustação de cinco rótulos de vinhos por aula e sua harmonização com queijos típicos de cada país. Se saborear um bom vinho já é uma experiência deliciosa por si só, eu garanto que a sensação de prazer fica ainda maior quando conseguimos entender por que um vinho nos agrada ou não.


Vamos lá. O curso tem 4 aulas noturnas no total, de três horas cada, e é ministrado regularmente na escola. A primeira aula, como não poderia deixar de ser, fala sobre os vinhos da França, onde tudo começou, a grande 'mãe' de todas as vinícolas do mundo. Alexandra discorre sobre as duas principais regiões viticultoras do país, Bourgogne e Bordeaux, além do Vale do Loire, o Rhône, Beaujolais e Alsácia. Aqui já são abordadas as principais uvas internacionais: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah.

Dos vinhos degustados na aula sobre a França, dois tintos se destacaram para mim: o Côtes du Ventoux Grandes Serres 2011, do Sul do Rhône, e o Chateau Bujeau la Grave 10, de Bordeaux. O primeiro lembra groselha, tem um tanino mais grosso e mais extrato. Adorei! E o melhor: esse vinho tem um custo bem razoável. Sim, vinho bom não precisa ser necessariamente caro. O segundo vinho é beeem mais complexo. O paladar lembra madeira, serragem, tem bastante tanino, boa acidez, mas precisa decantar um pouco. Um excelente Bordeaux!

Vinícola na região de Bordeaux - foto: Wikimedia Commons
Respeitando uma hierarquia por ordem de importância geográfica, a segunda aula é dedicada à Itália. Os sistemas DOC e DOCG são explicados, bem como as especificidades das regiões do Piemonte, Toscana, Veneto, Umbria, Abruzzo e o Sul da bota. Aqui aprendemos sobre as principais uvas italianas, tais como Sangiovese, Nebbiolo, Barolo, Dolcetto, Prosecco e outras uvas autóctones da Itália.

Nessa aula degustei o delicioso Montepulciano d'Abbruzzo DOP Cantina Tollo 2009, um vinho "de menino", por assim dizer: encorpado, denso, com um paladar que lembra caldo de carne, músculo, óleo diesel. Tem muito tanino, muito sabor, final longo... eis um vinho de personalidade, amei! Detalhe: ele combinou maravilhosamente bem com queijo gorgonzola e seu preço é ótimo. Destaco também o Mandrarossa Costadune Sicilia IGT Nero d'Avola 2011, que tem um caráter totalmente diverso do anterior: trata-se de um vinho levinho, até infantil, que lembra geleia de morango. Gostosinho para ser saboreado sem compromisso num dia de verão!

Foto: www.basilico.uol.com.br
Já a terceira aula aborda a Península Ibérica: é a vez da Espanha e de Portugal, com suas regiões e suas uvas. Tempranillo, Garnacha e Macabeo, na Espanha, e Touriga Nacional, Alvarinho e Aragonês, em Portugal, são algumas das variedades estudadas. Nessa aula aprendemos sobre denominações de origem portuguesa conhecidas por aqui, como Douro, Dão, Alentejo e Vinho Verde. Em tempo: ao contrário do que muita gente pensa, o 'Vinho Verde' não se refere a um tipo de uva, mas sim à região onde ele é produzido. Na realidade, trata-se de um vinho proveniente 'da região do Vinho Verde'. O vinho que mais me agradou nessa aula foi o único branco degustado: o Ribeiro Santo DOC branco 2011, floral, refrescante e com final longo. Delícia!

E por fim, a última aula abordou os vinhos do Novo Mundo. Essa aula foi ministrada pela experiente sommelière Ana Paula Montesso, formada na escola de Alexandra. Aqui entraram vários países que desenvolveram a viticultura em épocas ulteriores: Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos (região da Califórnia), África do Sul, Chile e Brasil. Curiosamente, desta vez nenhum dos vinhos degustados me marcou de maneira especial. Suspeito que isso tenha acontecido porque meu paladar já estava habituado aos sabores mais típicos e elaborados do Velho Mundo, vai saber! O último vinho degustado nessa aula, no entanto, conseguiu desagradar a todos os alunos, lembrando que a degustação nos cursos é sempre às cegas para que ninguém fique sugestionado. E adivinhe a procedência do vinho rejeitado? BRASIL! Sim, o Brasil tem produzido bons espumantes, mas ainda deixa a desejar na produção de tintos e brancos. Questões de clima, solo, topografia, cultura, enfim... o fato é que não dá para reproduzir em terras tupiniquins as condições dos terroirs franceses. Daqui, melhor ficarmos com as cachaças! Quanto aos vinhos, prefiro continuar experimentando bons rótulos estrangeiros e anotar aqueles que mais me agradam.

A agradável livraria e biblioteca da escola - foto: www.alexandracorvo.wordpress.com

Para quem deseja aprender um pouco sobre vinhos, portanto, a escola Ciclo das Vinhas é um bom começo. Dica: se você for completamente leigo no assunto, antes de fazer o Curso Básico sobre Países, recomendo fazer primeiro o Curso Básico em 3 Aulas, para aprender as primeiras noções. E na sequência você faz o outro. A escola está instalada em um sobrado extremamente agradável no bairro do Paraíso e ainda conta com uma livraria e biblioteca especializada. Vive le vin! Santé!

Anote aí: o endereço da escola CICLO DAS VINHAS é Rua Maria Figueiredo, 305 – Paraíso. Tel.: 3284-3626 - www.alexandracorvo.com.br

sábado, 9 de novembro de 2013

Escola Ciclo das Vinhas. Um 'upgrade' feliz para celebrar a vida com Baco.

Uma coisa é a gente gostar de vinho. E outra é entender o que está bebendo. Foi movida por essa necessidade, aliada ao desejo de refinar meu paladar, meu olfato e também meu olho na hora de escolher um rótulo dessa bebida tão presente em minha vida, que resolvi fazer o Curso Básico da 'Ciclo das Vinhas – Escola do Vinho e Livraria', comandada pela jovem sommelière Alexandra Corvo. Para quem não conhece, Alexandra tem colunas na Folha de S. Paulo e também na rádio BandNews FM, com dicas muito interessantes sobre o mundo dos vinhos.

Foto: www.alexandracorvo.wordpress.com

Alexandra em ação.
Foto: www.alexandracorvo.com.br
O Curso Básico que fiz foi ministrado em três aulas com duas horas e meia cada, sendo que cada aula era dedicada a um tipo de vinho: branco, tinto e espumante. Além de possuir uma extensa cultura e experiência em vinhos do mundo todo, Alexandra é dinâmica, simpática e sabe prender nossa atenção. Uma das aulas foi ministrada por sua parceira Ana Paula Montesso, outra expert que nos ensinou alguns segredos do vinho tinto.

Já na primeira aula, aprendemos que tudo começa com o olfato. Sim, ao contrário do que muita gente pensa, não é o paladar e nem a cor da bebida que importam de imediato, mas o aroma que sentimos – ou bouquet – que o vinho exala logo após ser despejado na taça e também ao se movimentar dentro dela, quando o aroma "abre" e se espalha. Os aromas que cada pessoa sente podem variar muito - tudo depende da experiência, do organismo e da memória olfativa de cada um. É assim que surgem aromas de mel, jasmim, madeira, chocolate, azeite, maracujá, ameixa e dezenas de outros que percebi e ouvi dos colegas durante as aulas. É um exercício divertido.

As taças numeradas para a degustação às
cegas - Foto: www.alexandracorvo.com.br
A cada aula, degustamos quatro vinhos de diferentes nacionalidades. Primeiro experimentávamos cada vinho separadamente para sentir o equilíbrio do açúcar X acidez, a quantidade de álcool, o tanino dos tintos, a textura, o sabor e sua permanência no paladar. Na sequência, degustávamos os mesmos vinhos harmonizados com diferentes alimentos. Tomatinhos, queijo de cabra, frango desfiado com especiarias, caponata de berinjela e pimentões, queijo brie e uma deliciosa "carne louca" desfiada e temperada foram os quitutes que saboreamos nas duas primeiras aulas. Na última, dedicada aos espumantes e vinhos de sobremesa, a harmonização foi feita com mousse de limão, pudim de chocolate e torradas com gorgonzola. É incrível sentir como cada vinho interage de forma diferente com os diversos alimentos, seja complementando-os, destacando seus sabores ou mesmo "brigando" com eles.

O fascinante é que um vinho que podemos achar sem graça quando degustado sozinho pode adquirir um paladar totalmente novo e agradável ao ser combinado com determinado quitute. É por isso que devemos saborear nosso vinho com toda a calma desse mundo, para que possamos sentir aromas, sabores e desfrutar ao máximo essa bebida dos deuses que a humanidade tomou emprestado.

Além do Curso Básico, a escola CICLO DAS VINHAS oferece muitos outros para quem, como eu, deseja aprender mais para desfrutar melhor a bebida, ou mesmo se aprofundar nos mistérios da sommellerie em cursos profissionais. Para saber mais, acesse www.alexandracorvo.com.br. Tel.: 3284-3626. A escola e livraria está instalada em um agradável sobrado à Rua Maria Figueiredo, 305 – Paraíso – São Paulo. Super recomendo!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vinhos. Vivendo, degustando, aprendendo e, principalmente... brindando!

Você sabia que 'Prosecco' é um tipo de uva, e não a denominação dos espumantes italianos? Não? Nem eu. E você sabia que os espumantes brasileiros possuem qualidade muito superior à dos Proseccos italianos oferecidos no mercado nacional? Pois é.


Essas curiosidades, aliadas a muitas outras informações interessantes sobre o mundo dos vinhos, fizeram parte da palestra sobre enogastronomia ministrada por Ricardo Castilho, diretor editorial da revista Prazeres da Mesa, na FNAC Pinheiros, sábado passado.

Ricardo Castilho
Castilho discorreu sobre safras e tipos de uva, deu dicas de harmonização de vinhos com as refeições e ainda esclareceu dúvidas da plateia em um gostoso bate-papo regado a bons vinhos. Sim, a palestra foi acompanhada de degustação de quatro rótulos diferentes: um rosé, um branco e dois tintos. Foram eles: o espumante nacional Cuvée Tradicion Brut Rosé, da Miolo, o chardonnay Gran Reserva 2011, produzido pela também nacional Casa Valduga, o Marquês de Borba 2010, um alentejano produzido com as castas aragonez e trincadeira, da J. Portugal Ramos e, finalmente, o chileno Montes Alpha 2009, com as castas cabernet sauvignon e merlot.

A seleção foi boa, pois todos os vinhos oferecidos me agradaram bastante. E, acredite, vinhos bons não precisam necessariamente ser caros. O rosé da Miolo, por exemplo, custa apenas R$ 31,00. O mais caro da degustação, o branco Gran Reserva 2011, da Valduga, sai por R$ 63,70. E os dois tintos, o português e o chileno, estão na faixa dos R$ 49,00 – preços para lá de razoáveis. Aliás, há uns três anos tive a oportunidade visitar algumas vinícolas lá no Sul, como a Miolo e a Casa Valduga, e posso dizer que me surpreendi com a qualidade de alguns espumantes que degustei por lá. Por isso, quando Ricardo diz que os espumantes nacionais não ficam nada a dever aos proseccos em termos de qualidade, realmente acredito.


E como se não bastasse o duplo prazer da palestra e da degustação, ainda fui brindada com uma assinatura semestral da Revista Prazeres da Mesa (www.prazeresdamesa.uol.com.br), que tem um conteúdo interessantíssimo para gourmets e gourmands. Lá estão excelentes matérias, notícias, eventos, entrevistas, dicas, receitas e a valiosa contribuição de colunistas como Alex Atala, Fábio Arruda, Josimar Melo e Luca Gardini, este último eleito o melhor sommelier do mundo em 2010 pela Worldwide Sommelier Association. Imperdível para quem gosta de comer bem ou tem interesse em se aprofundar na arte da gastronomia.

Só posso dizer que saí da FNAC com um desejo ainda maior de aprender sobre o maravilhoso universo dos vinhos e espero que Ricardo Castilho ministre muitas outras palestras, para que possamos aprender cada vez mais e refinar nosso paladar. Portanto... tintim ao Ricardo, à revista, à FNAC e aos amigos com quem pretendo compartilhar ótimos vinhos!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cursos da USP que acontecem este mês em Sampa.

A Universidade de São Paulo (USP) está promovendo alguns cursos muito interessantes com início no mês de setembro e ministrados por docentes superqualificados, sem que você precise pagar mais por isso. Anote e aproveite!

• Ecletismo Arquitetônico em Perspectiva

Data: dias 19 e 26 de setembro e 3 e 10 de outubro (segundas-feiras).
Horário: das 20h às 22 horas.
Local: Centro Universitário Maria Antonia – R. Maria Antonia, 294, Consolação. 
Docente: prof. Paulo Garcez, do Museu Paulista (MP) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
Custo: R$ 170,00. Estudantes e professores ganham 20% de desconto e a terceira idade ganha 40%. Inscrições no local, das segundas às sextas-feiras, das 10h às 18h.
Mais informações: (11) 3123-5213 / 3123-5214 / e-mail: cursosma@usp.br

• Liszt e o Romantismo

Franz Liszt
Foto: autor desconhecido
A originalidade revolucionária do pensamento musical de Franz Liszt comparada com obras de seus contemporâneos, a projeção de sua invenção no futuro e sua influência tanto na corrente germânica, representada por Wagner, como na francesa, com Fauré e Debussy, serão apresentadas nessas aulas-concerto, com a audição de numerosos exemplos.

Data: dias 12, 19 e 26 de setembro e 3 de outubro (segundas-feiras).
Horário: das 16h às 18 horas.
Local: Centro Universitário Maria Antonia –
R. Maria Antonia, 294, Consolação.
Docente: o músico e professor Dante Pignatari.
Custo: R$ 170,00. Estudantes e professores ganham 20% de desconto e a terceira idade ganha 40%. As inscrições devem ser feitas no local.
Mais informações: (11) 3123-5213 / 3123-5214 / e-mail: cursosma@usp.br

• Jornada de estudos "A cidade de São Paulo: tempos de transformação, tempos de reflexão"

É um ciclo de palestras que tem por objetivo reunir pesquisadores e discutir a história e a memória da cidade, bem como seus espaços, dimensões e narrativas. O público-alvo são alunos de graduação, pós-graduandos, estudiosos da História de São Paulo, professores e educadores.

Data: 19, 20 e 21 de setembro.
Horário: das 9h às 12h30.
Local: Museu Paulista (MP) - Museu do Ipiranga – Parque da Independência, s/n, Ipiranga.
Docente: vários. Consulte a programação no site http://www.mp.usp.br/ – link 'Jornada de Estudos 300 Anos'.
Custo: R$ 20,00. As inscrições podem ser feitas no próprio site, até 15/09. São 50 vagas.
Mais informações: (11) 2065-8075 / e-mail: acadmp@usp.br

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cursos do MASP: a educação dos sentidos pela arte.

Hoje em dia, tudo o que fazemos supostamente precisa ter uma "função", uma  aplicabilidade prática. Essa exigência – ou pressão - do mundo contemporâneo é sentida até naqueles momentos que deveriam ser dedicados única e exclusivamente ao lazer, a atividades que nos proporcionam um prazer genuíno e fazem nosso cérebro "viajar", fornecendo aos neurônios um oxigênio extra para refrescar as ideias.

Diante disso, foi com muita alegria e um tanto de surpresa que assisti, no sábado passado, a uma aula de história da arte no MASP na qual o grande auditório, com seus 450 lugares, estava tão lotado, que os retardatários precisaram se acomodar nos degraus laterais de concreto. Tratava-se de uma das aulas mensais gratuitas que acontecem aos sábados, ministradas pelo prof. Renato Brolezzi como parte do "Curso Introdutório à História da Arte a partir da Coleção do MASP", uma bela iniciativa do museu sob coordenação de Paulo Portela Filho. No sábado, foi abordada a obra "O Artista - Retrato de Marcellin Desboutin", de Manet.
 
 Edouard Manet - "O Artista - Retrato de Marcellin Desboutin"
Foto: http://www.masp.art.br/ 

As aulas, originalmente concebidas para professores com o objetivo de difundir a Coleção do MASP e suas mostras temporárias, acabaram atraindo também estudantes, artistas, outros profissionais e amantes da arte em geral, isto é: aquilo que seria restrito a um determinado grupo conquistou uma legião de fãs e apreciadores de arte de todos os matizes e classes sociais. Sim, porque lá há de tudo: grupos de jovens, senhores de cabelos brancos, gente sozinha e acompanhada, professores, alunos, casais, todos num heterogêneo caldeirão, porém com um denominador comum: vontade de conhecer arte. Enfim... nem tudo está perdido!

O sucesso das aulas deve-se, sobretudo, à erudição e ao carisma do prof. Renato Brolezzi, historiador de arte da UNICAMP que possui um domínio magistral do assunto e, sobretudo, consegue transmiti-lo de uma forma didática, agradável e divertida. Além de discutir aspectos técnicos das obras abordadas, Brolezzi as contextualiza em seu momento histórico-social, estabelecendo associações com obras de outros artistas e colocando-as em contraposição com os valores do mundo atual. Durante as duas horas de duração da aula, o mestre nos entretém e hipnotiza, despertando em nós o desejo de mergulhar ainda mais no maravilhoso universo da arte, para que possamos aprender, nesse mundo tantas vezes sem sentido, como selecionar aquilo que merece ser "sentido".

Você gosta de arte? Quer aprender sobre? Então fique esperto: o próximo curso do prof. Renato Brolezzi no MASP vai acontecer em 1º de outubro, das 11h às 13h, e abordará a obra "Mulher Enxugando o Braço Esquerdo", de Degas. É gratuito, não precisa de inscrição prévia, mas chegue no mínimo meia hora antes para pegar um bom lugar. A aula é realizada no Grande Auditório do MASP, 1º subsolo. Lembrando que o MASP está na Av. Paulista, 1578, com acesso pela estação de metrô Trianon-Masp. Para conferir a agenda anual de cursos do museu, acesse www.masp.art.br.


Degas - "Mulher enxugando o braço esquerdo"
Foto: http://www.masp.art.br/

Visita gratuita ao museu
Além de receber materiais diversos, você também recebe um certificado de presença que garante a retirada, após a aula, de um convite gratuito para visitar o museu e conferir, ao vivo, a obra estudada.

Avaliação de conhecimentos
Se quiser, você pode testar os conhecimentos adquiridos preenchendo uma avaliação. Se acertar 80%, no final da aula seguinte receberá um certificado de aproveitamento satisfatório.

Biblioteca
No dia da aula, a Biblioteca e Centro de Documentação do MASP podem ser consultados pelos participantes, das 14h às 17h.

Não perca também: livraria do MASP
Na livraria do MASP, você encontra vários livros de arte e catálogos com descontos, vale conferir!

Restaurante e Café
Se após a aula "bater uma fominha", já que ela acaba às 13h, você pode almoçar no restaurante do MASP, no subsolo, ou então tomar um café com pão de queijo quentinho na cafeteria ao lado da loja.